O Copom (Conselho de Polícica Monetária), do BC (Banco Central), começa nesta terça-feira, 28, a reunião que poderá decidir pela elevação da taxa básica de juros da economia brasileira em 1 ponto percentual, passando dos atuais 12,25% para 13,25% ao ano.
Com a escalada do dólar e da inflação, o Banco Central intensificou o aumento da Selic para conter o consumo e o aumento de preços.
Com isso, a taxa volta ao patamar registrado em agosto de 2023, na quarta alta consecutiva, desde setembro. O encontro termina na quarta-feira, 29, com o anúncio da nova taxa. É a primeira reunião do ano e também a primeira com o novo presidente do BC, Gabriel Galípolo, no comando.
No fim do ano passado, o BC não só elevou a taxa para 12,25% ao ano, como também indicou que deve subir novamente no começo de 2025.
A Selic é o principal instrumento para controlar o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Juros mais altos encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. No entanto, taxas maiores dificultam o crescimento econômico.
No último Boletim Focus, a mediana para taxa básica de juros (Selic) ficou estável em 15% para o fim de 2025, pela segunda semana consecutiva. Já a projeção de inflação do país para 2025, subiu de 5% para 5,08%.
“Os dados sinalizam que houve uma leve piora no cenário para a inflação. Isso porque a alta nas expectativas para a Selic ao final deste e do próximo ano foram insuficientes para conter uma nova rodada de deterioração das expectativas de inflação”, afirma em nota a equipe econômica do C6 Bank, liderada pelo economista Felipe Salles.
O Comitê deve manter a indicação de realizar uma nova elevação de 1 ponto percentual ainda na reunião de março. “Acreditamos, por ora, que o BC deve fazer mais duas elevações nos juros, além das já sinalizadas, até o meio do ano e, com isso, a Selic deve terminar o ano em 15%. Projetamos que a Selic se mantenha nesse patamar até o fim de 2026´´, afirma o texto.
R7