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Presídio investe em ressocialização de presos e reduz impacto na sociedade

Apenados trabalham em empresas e na prefeitura, gerando economia ao município e diminuindo risco de reincidência criminal

Presídio investe em ressocialização de presos e reduz impacto na sociedade
Foto: Marcos de Lima / WH Comunicações

O Presídio Regional de São Miguel do Oeste tem investido cada vez mais na ressocialização dos presos, garantindo que eles tenham novas oportunidades sem comprometer a segurança da população. O programa permite que cerca de 50 detentos do regime semiaberto trabalhem em empresas privadas e na prefeitura do município, através de convênios que também resultam em economia para os cofres públicos.

Em entrevista ao Grupo WH Comunicações, o diretor do presídio, Eduardo Bregola, destacou que o papel da Polícia Penal vai além da segurança. "A pena não é apenas uma punição. A ressocialização é essencial para evitar que o detento cometa novos crimes, o que beneficia toda a sociedade", afirmou.

Critérios rigorosos e segurança garantida

Antes de serem autorizados a trabalhar, os detentos passam por uma série de avaliações internas e recebem o aval do Poder Judiciário. O diretor enfatiza que a seleção é criteriosa para garantir que apenas aqueles aptos a essa oportunidade sejam incluídos no programa.

"Não impactamos o mercado de trabalho local, pois essa é uma preocupação constante do presídio. Além disso, a prefeitura economiza significativamente com esses trabalhadores, já que não há necessidade de pagamento de encargos, permitindo que os recursos sejam investidos em áreas como saúde e educação", explica Bregola.

Para garantir que apenas os presos adequados ao trabalho externo sejam liberados, a polícia penal segue um protocolo rigoroso, que inclui: Um período mínimo de permanência na unidade; Triagem feita pelo chefe de segurança; Avaliação da Coordenação da Execução Penal; Aprovação final do pedido pelo Judiciário.

Superlotação e assistência aos presos

Atualmente, o presídio abriga 250 detentos, um número acima da sua capacidade. No entanto, segundo Bregola, todos recebem assistência médica, odontológica e religiosa. "Os presos têm que pagar pelos crimes que cometeram, mas também têm direitos garantidos. Buscamos oferecer um ambiente que dê a eles a chance de sair melhor do que entraram", ressalta.

A administração prisional trabalha em conjunto com o Ministério Público, o Poder Judiciário e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para garantir que todas as informações sobre a unidade sejam transparentes.

"Mesmo com a superlotação, conseguimos manter a segurança e oferecer suporte aos presos. Nosso compromisso é preparar aqueles que têm condições para retornar à sociedade de forma digna, evitando a reincidência criminal", conclui Bregola.

Marcos de Lima / FM 103

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